O Eurovision Song Contest (Festival Eurovisão da Canção) é um festival musical realizado anualmente na Europa desde 1956. É o maior concurso musical do ano e conta com a participação de quase todos os países europeus, além de Israel e Armênia, que estão na Ásia. Trata-se de um evento fascinante, pois através dele pode-se conhecer a diversidade e a qualidade da música européia. Comecei a gostar do festival em 2009, quando conheci cantoras como Ani Lorak (Ucrânia 2008), Helena Paparizou (Grécia 2005), Hadise (Turquia 2009) e Anjeza Shahini (Albânia 2004). Daí passei a pesquisar sobre o Eurovision e apaixonei-me. Acompanho as finais nacionais e não deixo de asssiti-lo pela televisão. O festival é disputado em duas semifinais e uma final. Classificam-se para a final os dez primeiros colocados de cada semifinal, mais os países do Big 5 (Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido) e o país anfitrião (vencedor do ano anterior), que neste ano coincidentemente é um país do Big 5, a Alemanha. Esses cinco países classificam-se diretamente para a final por questões financeiras, pois lá estão as maiores emissoras da Europa, que são quem mais contribui com verba a organização do festival. O sistema de votação consiste nos júris, nos quais cada país escolhe dez países e lhes atribui pontuações (12, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 e 1), e o televoto, o que torna a escolha da canção vencedora algo mais democrático. Na década passada o festival foi dominado pelos países do leste europeu e Escandinávia, que venceram todas as edições entre 1999 e 2009. Apenas em 2010 um país do oeste venceu o Eurovision, mérito da fenomenal alemã Lena Meyer-Landrut. Neste ano o festival será disputado nos dias 10, 12 e 14 de maio. A minha canção favorita de 2011 é a da Polônia, um fantástico electropop em polonês interpretado por Magdalena Tul. Estou bastante ansioso para começar o festival e vê-la brilhar. BORA ARRASAR, MAGDALENA
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Eurovision: Uma paixão
O Eurovision Song Contest (Festival Eurovisão da Canção) é um festival musical realizado anualmente na Europa desde 1956. É o maior concurso musical do ano e conta com a participação de quase todos os países europeus, além de Israel e Armênia, que estão na Ásia. Trata-se de um evento fascinante, pois através dele pode-se conhecer a diversidade e a qualidade da música européia. Comecei a gostar do festival em 2009, quando conheci cantoras como Ani Lorak (Ucrânia 2008), Helena Paparizou (Grécia 2005), Hadise (Turquia 2009) e Anjeza Shahini (Albânia 2004). Daí passei a pesquisar sobre o Eurovision e apaixonei-me. Acompanho as finais nacionais e não deixo de asssiti-lo pela televisão. O festival é disputado em duas semifinais e uma final. Classificam-se para a final os dez primeiros colocados de cada semifinal, mais os países do Big 5 (Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido) e o país anfitrião (vencedor do ano anterior), que neste ano coincidentemente é um país do Big 5, a Alemanha. Esses cinco países classificam-se diretamente para a final por questões financeiras, pois lá estão as maiores emissoras da Europa, que são quem mais contribui com verba a organização do festival. O sistema de votação consiste nos júris, nos quais cada país escolhe dez países e lhes atribui pontuações (12, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 e 1), e o televoto, o que torna a escolha da canção vencedora algo mais democrático. Na década passada o festival foi dominado pelos países do leste europeu e Escandinávia, que venceram todas as edições entre 1999 e 2009. Apenas em 2010 um país do oeste venceu o Eurovision, mérito da fenomenal alemã Lena Meyer-Landrut. Neste ano o festival será disputado nos dias 10, 12 e 14 de maio. A minha canção favorita de 2011 é a da Polônia, um fantástico electropop em polonês interpretado por Magdalena Tul. Estou bastante ansioso para começar o festival e vê-la brilhar. BORA ARRASAR, MAGDALENA
quarta-feira, 16 de março de 2011
O Código penal, uma legislação muito banal
Agora falarei um pouco sobre o objeto de estudo do meu curso e da minha futura profissão: o direito. Comecarei a falar sobre o direito penal, que é a área que mais me atrai e me emociona.
O Código Penal Brasileiro possui, a partir do artigo 121, regras que enunciam as condutas tidas como criminosas e as suas penas correspondentes. Porém há algumas condutas que não deveriam estar ali, pois o bem jurídico que foi violado ao praticá-la não é tão relevante para ser protegido pelo direito penal. Por exemplo, o artigo 234, que prevê o crime de "escrito ou objeto obsceno":
"Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, para fim de comércio, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno.
Pena: detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos; ou multa
Se interpretarmos essa lei ao pé da letra, chegaremos à conclusão de que a pornografia é proibida, portanto o dono da banca que vende revistas Playboy ou Sexy pode ser processado e preso; assim como se alguém fizer um desenho duma mulher pelada, por exemplo. Mas o pior desse artigo é o seu inciso III:
"Parágrafo único: Incorre na mesma pena quem:
{...}
III - realiza, em lugar público ou acessível ao público, ou pelo rádio, audição ou recitação de caráter obsceno"
Isso significa que se alguém recitar um poema de Bocage na rádio poderá ser enquadrado no 234, pois são vedadas as transmissões radiofônicas de caráter obscenos. Pois aqui na Bahia o que mais se ouvem nas rádios são músicas com letras bastante obscenas, tais como "Perereca pra frente, perereca pra trás"; "Rala a tcheca no chão"; "Me dá a patinha, sua cachorrinha"; etc. Segundo esse artigo do Código Penal, isso é um crime e quem faz essas transmissões pode ir para a cadeia.
Podemos considerar que o Código Penal Brasileiro é de 1940, portanto reflete os valores da sociedade daquela época. Nesses tempos a pornografia realmente era vista como algo imoral, indecente, portanto essa lei poderia fazer algum sentido. Porém, a sociedade mudou, muitos valores mudaram, porém a legislação continua defasada e não se adaptou as mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas. Portanto, necessita-se urgentemente duma reforma no Código Penal para adequá-lo à nossa realidade e deixar de criminalizar certas condutas cujo grau de reprovação não é suficiente para ser considerada como criminosa.
O Código Penal Brasileiro possui, a partir do artigo 121, regras que enunciam as condutas tidas como criminosas e as suas penas correspondentes. Porém há algumas condutas que não deveriam estar ali, pois o bem jurídico que foi violado ao praticá-la não é tão relevante para ser protegido pelo direito penal. Por exemplo, o artigo 234, que prevê o crime de "escrito ou objeto obsceno":
"Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, para fim de comércio, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno.
Pena: detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos; ou multa
Se interpretarmos essa lei ao pé da letra, chegaremos à conclusão de que a pornografia é proibida, portanto o dono da banca que vende revistas Playboy ou Sexy pode ser processado e preso; assim como se alguém fizer um desenho duma mulher pelada, por exemplo. Mas o pior desse artigo é o seu inciso III:
"Parágrafo único: Incorre na mesma pena quem:
{...}
III - realiza, em lugar público ou acessível ao público, ou pelo rádio, audição ou recitação de caráter obsceno"
Isso significa que se alguém recitar um poema de Bocage na rádio poderá ser enquadrado no 234, pois são vedadas as transmissões radiofônicas de caráter obscenos. Pois aqui na Bahia o que mais se ouvem nas rádios são músicas com letras bastante obscenas, tais como "Perereca pra frente, perereca pra trás"; "Rala a tcheca no chão"; "Me dá a patinha, sua cachorrinha"; etc. Segundo esse artigo do Código Penal, isso é um crime e quem faz essas transmissões pode ir para a cadeia.
Podemos considerar que o Código Penal Brasileiro é de 1940, portanto reflete os valores da sociedade daquela época. Nesses tempos a pornografia realmente era vista como algo imoral, indecente, portanto essa lei poderia fazer algum sentido. Porém, a sociedade mudou, muitos valores mudaram, porém a legislação continua defasada e não se adaptou as mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas. Portanto, necessita-se urgentemente duma reforma no Código Penal para adequá-lo à nossa realidade e deixar de criminalizar certas condutas cujo grau de reprovação não é suficiente para ser considerada como criminosa.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Totalitarismo anglófono
Abordarei nessa mensagem um fenômeno que vem ocorrendo nas últimas décadas e que reflete em várias situações, como na música. Esse fenômeno é o totalitarismo anglófono, que consiste no domínio mundial do idioma inglês no meio musical e faz com que os artistas que cantam noutras línguas tenham dificuldades para alcançar o sucesso mundial. Existem excelentes cantores, cantoras e bandas que cantam noutros idiomas, porém não são reconhecidos mundialmente. Adoro música européia, sobretudo metal, rock e pop, acompanho o Eurovision e pesquiso sobre artistas de todo o mundo. Fico indignado porque ninguém conhece a maioria das minhas cantoras e bandas favoritas, que muitas vezes são provenientes de países do Leste Europeu. A minha cantora pop favorita chama-se Natasa Bekvalac (Sérvia), que já foi mencionada neste blog. Fico intrigado com o fato de ela não ser reconhecida pelo seu talento em várias partes do mundo, assim como outras cantoras como Ani Lorak (Ucrânia), Anzhelika Agurbash (Bielorrússia), Irina Dubcova (Rússia) e Marina Alieva (Cazaquistão). Quantas vezes a gente ouve numa rádio uma música em alemão, russo, sérvio, grego ou mesmo francês? Quantas vezes vemos uma cantora russa ou ucraniana aparecendo no VH1 ou na MTV? Muitos cantores e bandas decidem desprezar o próprio idioma e cantar em inglês para atingir o mercado mundial. Isso é algo que eu abomino. Isso é bem forte nos países nórdicos, onde a maioria dos artistas que fazem sucesso canta em inglês. Tal fato ocorre porque a grande mídia internacional despreza as músicas cantadas noutras línguas. Tenho certeza de que se os Scorpions cantassem em alemão ou se o Abba cantasse em sueco eles jamais fariam o sucesso global que fizeram. Tudo bem que o inglês é a língua dita "universal", mas bem que se poderia dar mais espaço para os artistas de outros países mostrarem a sua competência. Por que a Beyoncé pode ser uma estrela mundial e a Natasa Bekvalac não? Ambas são lindas e talentosas, apenas provêm de países diferentes e falam línguas diferentes.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Festival de Verão: cadê o metal?
Estou bastante indignado com as atrações do Festival de Verão de Salvador e, vendo essa situação, percebo que essa "mistura de ritmos" do festival não passa duma grande hipocrisia. Eles dizem ser "movidos pela mistura", porém o metal é um estilo bastante ignorado. Nessa festa só se apresentam os que estão na moda, que são a febre do momento, como Luan Santana, Parangolé e essas bandas coloridas ridículas cujos integrantes se dizem "rockeiros". Aonde aquele pop adolescente ridículo pode ser chamado de rock? E por que essa discriminação toda com o metal? Até parece que ninguém na Bahia curte o estilo. Se existe a Casa do Samba e a Casa do Pagode, por que não a Casa do Rock? Sim, uma Casa do Rock com bandas de metal e outros estilos de rock privilegiando as bandas locais. Além disso, já passou da hora de haver uma banda representando o estilo no palco principal, tipo Angra, Sepultura, Krisiun, Stress e até mesmo uma banda de black metal como Sarcófago, Ocultan, Miasthenia ou Luxúria de Lilith. Mas parece que os organizadores pensam somente na massa acéfala que adora dançar o Rebolation ou pular ao som das músicas "poéticas" do Asa de Águia. E nós que gostamos de música de qualidade continuamos a ser ignorados.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Lena Meyer-Landrut, a grande revelação pop de 2010
Alô terráqueos! Apresento-lhes essa bela cantora alemã, Lena Meyer-Landrut, que conquistou o coração dos jovens europeus e tornou-se a nova estrela do europop. Lena venceu do Eurovision Song Contest, maior festival musical do mundo, cantando a canção Satellite, que se tornou um grande sucesso, permanecendo por semanas no topo das paradas de vários países. Antes de participar do festival ela nunca havia cantado profissionalmente, porém demonstrou uma grande competência e principalmente carisma para cativar o público europeu e tornar-se uma diva com apenas 19 anos.Galera, vejam esse blog, muito legal!
www.crazyproductionss.blogspot.com
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A degradação da música brasileira contemporânea
Hoje estou aqui para desabafar sobre algo que me apoquenta bastante: a decadência vivida pela música brasileira nos últimos anos. O Brasil é um país que possui grandes artistas de MPB, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Beto Guedes, Maria Bethânia e Elba Ramalho. Também há excelentes bandas de rock, como Titãs, Capital Inicial, Kid Abelha, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, etc. Isso sem falar nas bandas de metal que eu adoro, como Sepultura, Angra, Krisiun, Stress, Miasthenia, Luxúria de Lilith, Salário Mínimo, Comando Nuclear, etc. Porém a partr da década de 1990 o cenário musical brasileiro tem passado por um grande declínio, com a ascenção da axé music, estilo puramente comercial, com uma melodia horrível e letras sem nenhuma criatividade. Além disso houve a deterioração do forró, com o surgimento de bandas como Magníficos, Mastruz com Leite e Calcinha Preta, que representam o chamado forró eletrônico, que transformou um estilo tradicional da cultura nordestina em letras que falam de sexo, prostituição e bebidas. Também ocorreu a divulgação do funk carioca, gênero que vulgariza a imagem das mulheres chamando-as de "cachorras", além de muitas vezes ser patrocinado por traficantes em bailes nas favelas. Recentemente houve o advento do sertanejo universitário, estilo que não tem nada a ver com as modas de viola dos anos 70 e 80 e possui letras horríveis que falam sobre traição e bebidas, além de banalizar as mulheres em letras como: "Não era pra você se apaixonar era só pra gente ficar" ou "O jeito é dar uma fugidinha com você". Agora apareceu esse tal de Luan Santana, que parece que caiu de pára-quedas. Aonde aquilo é sertanejo? Aquilo está mais para um pop adolescente horrível que encanta milhares de mulheres que possuem seixo na cabeça ao invés de miolos. E para piorar, surgiram essas bandinhas coloridas de adolescentes retardados que se dizem rockeiros. Enquanto esses parvos estão nadando no dinheiro, quem faz música de qualidade no Brasil passa dificuldade, como é o caso das bandas de metal e algumas de rock, que são desvalorizadas, sobretudo aqui na terra do axé e do carnaval.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Educação: a chave para o desenvolvimento
Hoje falarei sobre um tema muito importante para o futuro do país e do planeta: a educação. Essa é uma grande deficiência do Estado brasileiro e necessita duma reforma urgente. Enquanto se gasta muito dinheiro com benefícios para deputados e senadores, as escolas públicas estão a piorar cada vez mais devido ao descaso das autoridades. Tem sorte quem pode pagar uma escola particular, que serve para suprir as carências do ensino público. Há países como a Finlândia, a Suécia e a Coréia do Sul que são referências em educação e nessas nações quase não há colégios particulares, visto que o sistema educacional público é excelente. Há países onde o aluno pode escolher as disciplinas que desejam estudar, porém aqui somos obrigados a engolir disciplinas que não nos servirão, tornando o ensino médio, sobretudo o terceiro ano, uma "masturbação intelectual". Essa etapa do ensino no Brasil é voltada exclusivamente para a preparação para o vestibular, sem se preocupar em desenvolver um estudo reflexivo que forme cidadãos politizados. A educação brasileira prioriza o ensino das ciências exatas e biológicas, menosprezando as ciências humanas, portanto estudantes que fazem direito chegam à faculdade com pouquíssima base filosófica, sociológica e política e nõs ainda temos que aturar geometria analítica, trigonometria e todas essas pentelhações de exatas. Geralmente a carga horária de exatas e biológicas é maior, por exemplo três aulas semanais de matemática e duas de história. Precisamos mudar os rumos da educação para construir uma nação melhor.
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